sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um tempo atrás...

O cheiro de chuva me lembrança a infância e começo da adolescência... quando eu sentia um prazer imensurável de fazer barquinhos de papel e ver descer a enxurrada, de acordo com a velocidade da água.Tá, se fosse pensar hoje em dia, não faria, porque entope os bueiros. Mas que eu ficava maravilhada, ah isso eu ficava.

Já na adolescência, lembrar os momentos que eu saia de casa com alguns amigos com a intenção de tomar banho de chuva. Fechar os olhos e sentir as gotas geladas pingando no rosto, escorrendo pelo corpo até ficar ensopada. Correr e sentir a chuva bater na pele como um chicote. Rir de tudo isso, como se fosse uma piada daquelas muito engraçadas.  Como nos divertíamos embaixo de alguma marquise que jorrava água. Imaginávamos de certo, uma cachoeira.

Depois de um certo tempo, você passa a ver tudo isso como peraltices sem sentindo, mas na época tudo parecia ter um gosto diferente. As crianças de hoje, não são como no meu tempo...tsc..tsc..

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A profundidade daqueles doces olhos negros

Só você desnuda a minha alma
Entende a entropia do meu existir
Vejo a sua aura através da palavra

Sinto o seu olhar espreitar de solário
Ah, que verdadeiro calafrio

Calabouço que eu me jogo
E resgatando aos risos frios
Soturno noturno
Suntuoso fogo

Ah, como te quero bem
Longe ou perto
Mil vezes cem
Nem sei ao certo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O doce amargo das despedidas


Sempre me incomodou e muito dizer adeus, a pessoas, a manias, a fases, a parentes, a pessoas que vão dessa vida.Optava e opto por um até logo, ou te vejo em breve, mas a ideia de não as ter por perto, pertuba-me. Sou forte para muitas coisas, dor, machucado, fim de romances, mas parece que o fato de romper os laços de vez, me incomoda de uma forma única.

Quando as pessoas mais próximas morrem, por mais distante que seja a relação, sempre penso: poxa, nunca mais vou ouvir a voz, o sorriso, o brilho no olhar, a pessoa se mexendo, brigando, rindo, conversando, andando pelos cantos dos lugares, contando mentiras ou verdades. Parece que quando a pessoa se vai de uma vez, um pedaço das experiências que tivemos juntos, vai com ela...

Até as despedidas momentâneas como um até logo a mãe ou ao pai, um adeus a um amigo querido, a avó, parece que desponta aquela pontadinha de vazio.No fundo acredito ser medo de não as ver novamente, não que desejo que isso aconteça, mas porque a vida é efêmera o bastante, para quebrar alguns laços cotidianos.

Mesmo aquelas que você pede a pessoa para que não te procure nunca mais, ou simplesmente desaparece da rotina delas, desponta uma pitadinha de amargura por não ter a presença ou o incômodo das vivências.

Ah, como eu dispenso e fujo das despedidas...se pudesse nunca diria um adeus, a maioria não entende o porquê evitar tal retirada silenciosa. Àquela saída à francesa, muitos a tomam como rude ou egoísta, enfim penso ser só um modo de não cortar os laços, de evitar o adeus, de dizer nas entrelinhas um te vejo logo mais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Quando a vida anda numa velocidade mais lenta e você tem a sensação de experimentar o dia calmamente. Está ai o sentido , desperta para coisas que não vê, com a correria. Como o cantar dos pássaros na janela, o lindo sol que ilumina e nos aquece todos os dias, ou mesmo aquela brisa gelada que decora a paisagem e rasga o rosto em um sopro.  Respirar fundo, sentir-se viva, dormir até o corpo realmente descansar.

Ter preocupações, mas não o bastante para atordoar a cabeça. Ahh. como eu gosto do barulho da chaleira apitando e aquecendo a água para receber o café. Aquele som de borbulhar.  E o mar, ah quanto tempo não o vejo...com o volume da natureza guiando as ondas, que beija a praia em um ritmo sincronizado. Fico apaixonada por ver a lua perto do mar..Também me encanta o barulho da cachoeira, o cheiro de vida transmitido por ela.  O inspirar e expirar parece tão mais vivo. Me sinto como uma criança maravilhada. A água gelada batendo no corpo, as rochas ao redor, parecendo uma pintura divina. O olho fotografa todas essas experiências e as guarda por momentos, as decora conforme o olhar destinado a elas. Como diria o mestre Cartola, na sua poesia da simplicidade, da música alvorada :
 "O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo e a natureza sorrindo tingindo tingindo"


Muita gente reclama da vida, há problemas a serem resolvidos a todo momento, conflitos políticos, sociais, econômicos, mas as vezes parar e se dar conta de que o mundo tem as suas belezas, não é pecado.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

No fundo sou apenas mais uma romântica

No aconchego dos teus braços busco a minha paz
Apago o véu trágico-cômico sentimental
Desfaço-me das angustias diárias
Sou apenas eu, em cor e osso
De carne, corpo e alma

Brincamos de romance perfeito
Sinto a sua energia, suas vibrações
Bate uma pontinha de felicidade extravasando das minhas células
Pelos repentinos e breves momentos
O seu olhar cravado ao meu me dá um arrepio
Aquela sensação de ar puro e adrenalina
Isso podia durar a vida toda
Ah boba e romântica, eu sei
Me Atrapalho e extrapolo
Oito ou oitenta
Você já disse
Que posso fazer?
Se eu vivo no limite dos meus sentimentos
Se não disfarço ou escondo
Se o que penso em dizer, se materializa em frases
Ao mesmo tempo que me fecho em copas, me desnudo em palavras